Você sabia que a Toyota já fabricou motos no passado? A popular fabricante de carros inovou com elas nos anos 1960 e chegou a vendê-las em suas concessionárias. Mas os modelos eram tão ruins e davam tantos problemas aos clientes que a empresa abandonou esse ramo e seguiu apenas com os carros.
Mais de meio século depois, a montadora volta ao setor com uma ideia na qual já aposta nos automóveis: o hidrogênio. Sim, os japoneses registraram a patente de uma scooter movida a hidrogênio. Será que a Toyota vai se tornar a quinta grande fabricante japonesa de motos da atualidade?
A Toyota quer uma moto movida a hidrogênio, fato demonstrado pela patente divulgada pela AMCN. Embora o design não seja completamente novo, ele lembra claramente a Suzuki Burgman Fuel Cell, um protótipo de scooter movida a hidrogênio que a Suzuki mostrou há mais de uma década, mais especificamente no Salão de Tóquio de 2011.
Vale lembrar que Honda, Suzuki, Yamaha, Kawasaki e a própria Toyota estão unidas por meio de um consórcio (HySE) para desenvolver motores a hidrogênio comuns para suas motos.
O problema no qual a Toyota trabalha já é conhecido: nesse tipo de scooter, o tanque de hidrogênio costuma ficar localizado na parte inferior do chassi; perfeito para o centro de gravidade, mas horrível caso seja necessário removê-lo por qualquer motivo. É o mesmo dilema que muitas motos elétricas com baterias intercambiáveis já enfrentam.
A solução está nessa nova patente — e é aí que entra a parte interessante. A Toyota propõe duas soluções mecânicas para retirar o tanque de hidrogênio sem precisar desmontar metade da moto. A primeira é um sistema com suportes articulados que permite que o tanque gire para um dos lados. A segunda utiliza braços do tipo tesoura para deslocá-lo lateralmente, mas mantendo-o na posição.
Em ambos os casos, a ideia é acessar facilmente o cartucho e recarregá-lo/trocá-lo em segundos.
Diferentemente de outras soluções como a da Suzuki, que utilizam motores a combustão adaptados para hidrogênio, aqui a Toyota fala claramente de uma célula de combustível. Ou seja, um sistema que gera eletricidade ao combinar hidrogênio com oxigênio, emitindo apenas água.
No curto prazo, provavelmente não acontecerá nada. No longo prazo, sim. A patente deixa claro que a Toyota está apostando fortemente em mobilidade à base de hidrogênio — e isso implica não se esquecer das motos.
Imagens | AMCN, Toyota
Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.
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