Um jornalista japonês de 1904 está ensinando meio mundo como economizar em 2025: bem-vindo ao método Kakeibo

O Kakeibo, método japonês de gestão financeira baseado em quatro categorias de gastos, é uma ótima forma de começar a planejar a economia para o Ano Novo.

Jornalista japonês ensina a economizar. Imagem: Xataka con Midjourney
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Sofia Bedeschi

Redatora

Jornalista com mais de 5 anos de experiência no ramo digital. Entusiasta pela cultura pop, games e claro: tecnologia, principalmente com novas experiências incluídas na rotina. 

Hani Motoko, a primeira jornalista japonesa, criou em 1904 um método para gerenciar as finanças domésticas. Assim nasceu o método Kakeibo. Mais de cem anos depois, com a ajuda da viralidade da internet, sua abordagem continua conquistando adeptos.

Por que é importante?

Em uma era dominada por aplicativos, até mesmo para economizar, esse sistema analógico baseado em papel e caneta permite poupar de forma simples – sem custos adicionais ou assinaturas.

Visão geral

O Kakeibo (pronunciado "kah-keh-boh") propõe dividir todos os gastos em quatro categorias fundamentais. São quatro "envelopes" que, hoje, também podem ser virtuais:

  • Sobrevivência
  • Desejos
  • Cultura
  • Imprevistos

Essa simplificação das finanças pessoais tem se mostrado muito eficaz – e sem a necessidade de aplicativos.

Como começar

Pegue um caderno exclusivo para o Kakeibo e, a partir daí:

  1. Calcule sua renda mensal fixa.
  2. Subtraia os gastos fixos inevitáveis.
  3. Defina sua meta de economia.
  4. Distribua o restante entre as quatro categorias.
  5. Registre diariamente cada despesa.

Em detalhes

O método exige responder a quatro perguntas essenciais no início de cada mês:

  • Quanto dinheiro você tem?
  • Quanto deseja economizar?
  • Quanto está gastando?
  • Como pode melhorar?

Nas entrelinhas

O sucesso do Kakeibo vem da ideia de transformar o ato de gastar em algo consciente. Antes de cada compra não essencial, ele nos leva a refletir sobre a real necessidade e, principalmente, sobre o estado emocional que está motivando aquela compra.

O método vai além do simples registro de despesas. A chave está no ritual diário da escrita manual, analógica. Diferente dos aplicativos, que automatizam o processo, o ato físico de anotar cada gasto aumenta a consciência sobre o que estamos pagando e, no fim, quanto realmente estamos gastando.

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