Demorou, mas a Nintendo finalmente revelou o visual do novo 'Switch 2'. Ainda sem confirmação se há uma evolução na potência (que possivelmente será moderada), algumas mudanças bem específicas foram anunciadas:
- O Joy-Con se fixa na tela com ímãs
- A tela é visivelmente maior do que a versão LCD do Switch
- Um sistema na parte traseira permite que o console seja colocado na posição horizontal
- Pequenos ajustes de design tornam o console mais elegante (as cores características ficam apenas na borda do Joy-Con e na base dos manípulos, o Dock e o console são mais arredondados, a tela atinge as bordas do corpo do console)
Até o nome é uma aposta aparentemente conservadora: um mero número "2" ao lado do logotipo do console na parte traseira dele e do dock. No entanto, e embora os jogadores mais críticos possam acusar a Nintendo de ter concebido uma sequência para um de seus maiores sucessos de hardware não muito ousada, é muito provável que tudo obedeça a um plano estudado.
E não é porque a Nintendo não saiba inovar: sua trajetória com o mundo portátil a endossa, assim como o sucesso explosivo do Wii. Há casos como o do Wii U, que fracassaram comercialmente, mas lançaram as bases e ideias que depois se tornariam mais sofisticadas com o Switch. Mas a Nintendo também sabe ser conservadora na sequência de produtos que já funcionam: as inúmeras iterações do Game Boy são a melhor prova, evoluções incansáveis de um conceito perfeito desde os tempos do Game & Watch
Se funciona, não mexa
O Switch precisava de um sucessor: seu ciclo de vida começou a exceder os tempos habituais, por mais que comercialmente continue funcionando e alguns dos últimos lançamentos da Nintendo, como os recentes 'The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom' e 'Super Mario Bros. Wonder' foram sucessos. No entanto, o mercado é implacável e novos hardwares devem ser apresentados ao público.
A estratégia é simples (novamente, deixamos de lado as melhorias técnicas, que serão, mas possivelmente não serão revolucionárias): um Switch melhorado no básico, embora com mudanças altamente exigidas por jogadores mais experientes. Muito possivelmente os sticks foram redesenhados para gerar menos problemas do que os do primeiro Switch; o novo sistema de fixação do Joycon com ímãs busca conforto e rapidez; e muito possivelmente, o jogo na televisão, além da tela portátil, melhorará seu desempenho.
O trailer recém-apresentado pela Nintendo mergulha nessa ideia: vemos literalmente como um console, o Switch, evolui para outro, transformando-se em uma versão melhorada. Seria impensável que a Playstation ou a Microsoft fizessem um anúncio de um novo console como este, renunciando à ideia de novidade total e reforçando o conceito de evolução e melhoria do anterior.
O anúncio também inclui abertamente o esclarecimento de que o Switch 2 é compatível com versões anteriores, então o círculo se fecha. A Nintendo acredita que ainda pode tirar proveito de seu extenso catálogo e de um sistema de jogo que funciona como um encanto e que revolucionou, pela enésima vez, a indústria (sistemas como o Steam Deck não existiriam se a Nintendo não tivesse pavimentado o caminho para eles). É por isso que eles decidiram não virar nada de cabeça para baixo, apenas fortalecer o que já têm e consegue: continuar fazendo o que faz melhor do que ninguém.
Imagem | Nintendo
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